Perdendo Vidas
Acordamos todos os dias, durante 365 dias, e podemos com
alguma sorte não receber nenhum telefonema de alguém dizendo que, alguém
morreu, ou mesmo abrir o jornal e encontrar um rosto conhecido na página de
necrológia. Podemos até nem se quer ver ou assistir a um óbito na vizinhança,
mas a verdade é que se tem perdido muitas vidas.
É verdade que para perder a vida,
basta ter uma. Desde o momento que
viemos ao mundo que ficamos assim condicionados, mas não está condicionado
perdermos a vida estupidamente, irresponsavelmente, negligentemente e todos os
‘’mente-mente’’ negativos, possivelmente imaginário.
Como havia dito antes, podemos
não dar conta de tantas vidas roubadas, dependendo da rotina de cada um, porém
os que vivem ao lado dos cemitérios, morgues, os que trabalham nestes locais,
os que tratam de cuidar das estatísticas das mortes ocorridas, estes sim, sabem
realmente do que estou a falar.
Perdem-se muitas vidas nas
estradas, e quase sempre, se não mesmo sempre, por falta de responsabilidade
própria, responsabilidade social. Raramente um acidente, nas estradas, acontece
porque o carro teve uma falha, ou a motorizada teve um problema mecânico. Os
motivos são sempre os mesmos, álcool, distração, falta de prudência, falta de
responsabilidade social. Pois, desde o momento que pegamos no volante de um
carro ou motorizada para conduzir, estamos a assumir que temos de ter uma certa
responsabilidade com a sociedade, porque metemos as nossas vidas em risco e a
vida dos outros.
As estatísticas semanais, dos
acidentes nas estradas em todo o país, são assustadoras, imaginem com são as
mensais e anuais. Fala sério. É verdade que todos estamos sujeitos a ter um
acidente, porque afinal não estamos sozinhos nas estradas, mas será que se
fossemos mais responsáveis nas estradas, maior parte dos acidentes tinhas de
ser mortais?! Eu não acredito que sim. Partíamos um farol, um stop, partíamos
um ou outro vidro, fazíamos alguns cortes, nos magoávamos sim, mas não perder
uma vida, e de que jeito.
As ultrapassagens sem
visibilidade, os excessos de velocidade dentro das localidades ou mesmo em
estradas consideradas perigosas, a condução sob efeito do álcool, ou seja,
conduzir bêbado, não respeitar os sinais, colocar o acelerador no fundo, só
para mostrar que somos melhores, quando na verdade estamos a ser estúpidos e
irresponsáveis, porque do contrário não teríamos pistas de competição como na
formula 1, Nascar, rally entre outras. Tudo isto se fosse revisto por cada um
de nós, de certeza que não perderíamos tantas vidas como agora, certamente não
teríamos de acompanhar tão cedo os nossos ao cemitério.
É preciso também chamar atenção
aos peões, que na verdade muitos atropelamentos são causados por eles, e por
incrível que pareça, somos todos peões. É preciso que as autoridades
intensifiquem nas suas campanhas sobre este assunto, informar as pessoas, dar
conselhos, que é importante.
Está na hora de parar e não só
pensar mas agir também, agir de forma positiva. Está na hora de parar de perder
tantas vidas estupidamente.